segunda-feira, 11 de outubro de 2010

45 escândalos de José Serra (PSDB)



1) A Operação Vampiro

Recentemente, estourou mais um escândalo de corrupção. A chamada “Operação Vampiro” desvendou uma quadrilha que atuava no Ministério da Saúde, nas licitações para a compra de medicamentos. As investigações indicam que “vampiros” da máfia do sangue faziam parte do esquema PC Farias da rede de corrupção de Collor. Porém, a máfia seguiu atuando impunemente. No governo FHC, o ministro José Serra conviveu por quatro anos com os mafiosos sem incomodá-los, enquanto embolsavam R$ 120 milhões por ano. Difícil imaginar que Serra não soubesse de nada do que estava acontecendo sob seu nariz.


2) O avanço da dengue

Em 2001, o ministro da Saúde, José Serra, que segundo a propaganda, era o “melhor Ministro da Saúde, da história”, gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas de combate à dengue. Como parte do plano econômico, demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti (transmissor da dengue). Resultado: em 2002 o Estado do Rio de Janeiro registrou 207.521 casos de dengue, com 63 mortes.

3) Os genéricos e as multinacionais

A propaganda do PSDB mostra Serra como um homem corajoso, que enfrentou as multinacionais no caso dos remédios genéricos. Tudo mentira. Ele fez um grande acordo com as multinacionais, que puderam importar diretamente, sem impostos, os produtos fabricados no exterior, levando inclusive algumas empresas nacionais à falência. Depois do período inicial, com genéricos mais baratos, o conjunto dos remédios foi ficando cada vez mais caro. Hoje, as multinacionais ampliam seus lucros, vendendo diretamente produtos importados, sem pagar nada de impostos, e com preços cada vez mais altos.


Briga de camarilhas (2002)

Luiz Antonio Magalhães

A revista Veja foi responsável pelo maior petardo desferido até aqui contra a candidatura oficial do senador José Serra (PSDB). A reportagem publicada na edição desta semana da revista da Editora Abril revela que o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, indicado para o cargo pelo então ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, com o aval de Serra, teria pedido uma propina de R$ 15 milhões ao presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Benjamin Steinbruch, para "organizar" o consórcio vencedor do leilão de privatização da mineradora. A existência do pedido de propina é corroborada na reportagem por dois tucanos de altíssima plumagem: Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações, e Paulo Renato Souza, que até o fechamento deste artigo ainda ocupava o cargo de ministro da Educação.

Se tudo isto não bastasse, Veja também denunciou a existência de um esquema de "caixa dois" na campanha ao Senado de Serra em 1994. A "doação" de R$ 2 milhões teria sido feita pelo empresário Carlos Jereissati, irmão de Tasso, ex-governador tucano do Ceará.

Se as denúncias que apareceram em Veja tivessem saído em publicações de oposição, os tucanos não hesitariam em qualificar o material de "propaganda eleitoral". A bem da verdade, o presidente do PSDB, deputado José Aníbal, não hesitou e, ainda durante o final de semana em que a revista chegava às bancas, alardeou o caráter "eleitoral" da reportagem e, para ser coerente, criticou duramente o ministro da Educação pela entrevista concedida à Veja. Tomou um "cala-boca" raramente visto entre tucanos: "Queriam que eu mentisse? Não reconheço a autoridade de José Aníbal para me repreender", respondeu Paulo Renato.

Na última segunda-feira, ainda mal recobrado do nocaute desferido pelo ministro, Aníbal resolveu mudar de discurso e atirou em novo alvo, elegendo o PT como responsável pela "plantação" de um suposto dossiê contra Serra. O presidente tucano, porém, não é inocente e sabe melhor do que ninguém que não foi assim que as coisas se deram. A hipótese de uma "plantação petista" sair na capa da mais importante publicação da família Civita é tão crível quanto a da seleção brasileira de futebol ser goleada pela China na próxima Copa do Mundo. Em política, como se sabe, nada é impossível.

Ora, se o palpite de Aníbal está incorreto, qual é o correto? O que terá acontecido com Veja? É difícil para quem está fora do contexto da produção da revista saber exatamente o que motivou a publicação da reportagem. O professor Bernardo Kucinski, no boletim "Cartas Ácidas" de segunda-feira (6/5), levanta três explicações para a virada de rumo de Veja, todas elas compatíveis entre si.

1. "A hipótese da competição jornalística" – Segundo Kucinski, esta é a "explicação mais inocente" para a reportagem contra Serra: a competição jornalística pura e simples teria motivado a matéria. O professor lembra que foi este mecanismo "de competição virtuosa que levou o Washington Post e o New York Times a perseguirem incessantemente o escândalo Watergate, até a derrubada de Nixon." Se esta hipótese fosse confirmada, o jornalismo brasileiro estaria dando um importante salto do qualidade. O próprio Kucinski, porém, é cético sobre esta explicação.

2. "A hipótese patrimonialista" – A segunda explicação do professor tem muito a ver com a primeira, apenas não se limita à competição entre Veja e seus concorrentes. Conforme Kucinski, é possível que a família Civita tenha "decido atacar o esquema Serra por considerar que é também o esquema Globo. (...) Nesta campanha pode estar havendo uma guerra entre grupos de comunicação, subjacente à disputa eleitoral". A explicação faz sentido quando se observa que a crise no setor de comunicações é grave, ameaçando o futuro das empresas. Assim, escreve Bernardo Kucinski, a "gota d’água, para a Abril, seria o empréstimo de US$ 500 milhões que a Globo acaba de receber do BNDES. A Globo é hoje a grande predadora do mercado da Abril, justamente através do lançamento de Época".

3. "A hipótese da rearticulação política" – Segundo Kucinski, esta é a mais forte explicação para a mudança editorial de Veja. "A fritura de Serra teria sido uma decisão do grande empresariado, para permitir a recomposição do bloco de poder e assim zerar a campanha e derrotar Lula. O sacrifício de Serra é necessário a essa recomposição, como Bornhausen não se cansa de dizer e Veja pode ter tomado a iniciativa como parte dessa manobra."

Como diriam os italianos, "se non è vero, è bene trovatto". A sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso há muito se tornou uma verdadeira guerra de camarilhas. A saída do PFL do governo após o escândalo que derrubou a candidatura Roseana Sarney; as infrutíferas tentativas de se chegar a um consenso para compor com o PMDB a chapa presidencial de Serra; e até mesmo a já esquecida disputa interna no PSDB, em que Paulo Renato e Tasso Jereissati foram alijados de forma prepontente pelo atual candidato do partido – todos esses capítulos de um conflito interno na base governista que, agora se sabe, está longe de seu desfecho. De fato, até tucanos de carteirinha já espalham que a candidatura Serra está com os dias contados.

A revista Veja, por outro lado, jamais deixou de apoiar o governo Fernando Henrique nos momentos mais difíceis de seu mandato. Uma análise mais detida da publicação mostra que Veja sempre esteve na ponta-de-lança do governismo, atacando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra quando este conquistou a simpatia da opinião pública, defendendo a política de entrega do patrimônio público nacional e o sucateamento da indústria brasileira via abertura de importações e, principalmente, ridicularizando a candidatura petista de Luiz Inácio Lula da Silva.

Aliás, é bom lembrar que na mesmíssima edição em que Sérgio Ricardo de Oliveira ganhou a capa de Veja (que ironicamente saiu com a cor laranja dominante), a reportagem de abertura da editoria "Brasil" trata de mostrar que os bancos internacionais não estão gostando muito da subida de Lula nas pesquisas eleitorais. O tratamento dado a Lula na matéria é a antipatia de sempre.

Que o presidente do PSDB nos perdoe, mas se há realmente motivação política na publicação da reportagem, então a explicação de Bernardo Kucinski faz muito mais sentido do que uma estapafúrdia aliança de petistas e os Civita com intuito de tirar Serra do caminho de Lula. Veja continua, portanto, onde sempre esteve: atuando nas sombras, servindo a algum interesse ainda oculto nas brigas de foice que são travadas em Brasília.

Tiroteio

O "melhor" ministro da saúde gosta de sangue: promoveu horas de tiroteio na frente do hospital Albert Einstein levando alguns pacientes a ataques cardíacos só porque quis humilhar esses trabalhadores ao não receber representantes das duas polícias, aposenta médicos com doutorado ganhando 2000 reais, acusa o PT de ter incendiado alas do HC, quando o incêndio ocorreu por falta de investimento na parte elétrica.( Por: trovinho)

Operação José Serra

Publicado na revista Caros Amigos, em novembro de 2008

Com alguma paciência para escarafunchar notícias antigas, o leitor curioso estabelece a trilha que leva Daniel Dantas ao Palácio dos Bandeirantes. A viagem começa em 1994, quando Ricardo Sérgio de Oliveira atuou como arrecadador da campanha de José Serra, que depois o indicaria para diretor do Banco do Brasil.

Através dos fundos de pensão, Ricardo Sérgio financiou os consórcios de Dantas nos leilões da telefonia, das estatais elétricas e da Vale do Rio Doce. Ele também arquitetou o caixa dois da campanha reeleitoral de FHC. Participaram do esquema o Opportunity (via Marcos Valério) e o grupo francês Alstom, hoje investigado pelo suborno de altos funcionários tucanos em licitações do Metrô paulista. Andrea Matarazzo, amigo de Serra, aparece com freqüência nesses episódios.

O delegado que investigava Ricardo Sérgio foi afastado em 1998 por Marcelo Itagiba, então superintendente da Polícia Federal. Itagiba, casado com uma prima de Matarazzo, virou assessor de Serra no Ministério da Saúde. Hoje, deputado federal, preside a CPI dos Grampos, que tenta desqualificar a atuação do delegado Protógenes Queiroz na operação Satiagraha. Queiroz teria omitido informações de seus superiores. Um deles, o diretor de Inteligência Daniel Lorenz, coordenara as investigações sobre o extinto dossiê que apontava ligações de Serra com a máfia das ambulâncias.

Dantas não ficou preso graças a Gilmar Mendes, defensor do governo FHC na Advocacia-Geral da União. Já ministro do STF, Mendes arquivou uma ação de improbidade administrativa contra Serra. Depois, afirmou ter sido espionado quando falava ao telefone com o senador Heráclito Fortes. Este possui ligações com as empresas de Dantas e é amigo de sua irmã, Verônica, ex-sócia da filha de Serra. Restam dúvidas sobre os motivos da blindagem em torno de Daniel Dantas?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Após falar com Serra, Mendes para sessão

Ministro do STF adiou julgamento que pode derrubar exigência de dois documentos na hora de votar, pedida pelo PT
Candidato e ministro negam conversa, que foi presenciada pela Folha; julgamento sobre se lei vale continuará hoje
Moacyr Lopes Junior e Catia Seabra
Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.
Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo.
A solicitação foi testemunhada pela Folha.
No fim da tarde, Mendes pediu vista (mais prazo para análise), adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menos escolaridade.
A lei foi aprovada com apoio do PT e depois sancionada por Lula, sem vetos.
Ontem, após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens, que o informou que Mendes estava na linha.
Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"
Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.
Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.
O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.
Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.
À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Aécio Neves - Saco Vazio

Entrevista de Fernando Rodrigues com Aécio Neves.

Aécio diz que não usaria o "vídeo do rotweiller" da campanha do Serra, propõe uma oposição moderada e que os líderes regionais sejam ouvidos num eventual segundo turno. Muito engraçado ouvir o Aécio dizendo que Serra "está com a cara boa". Legal também ver a forçação de barra do Fernando Rodrigues tentando arrancar de Aécio uma condenação (feita na pergunta) ao imbróglio da Casa Civil.
A entrevista é apenas sobre eleições, nada sobre projetos. Insisto: até hoje Aécio não foi confrontado com questões programáticas. É um saco vazio. Não tem conhecimento aprofundado de nada. É um opinador. Reparem em todas as aparições de Aécio na mídia. Nunca aprofunda temas. Muitos mineiros já perceberam isso e o Brasil vai perceber quando ele ficar exposto nacionalmente. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Deu no THE INDEPEDENT

The former guerrilla set to be the world's most powerful woman

Brazil looks likely to elect an extraordinary leader next weekend
By Hugh O'Shaughnessy
Sunday, 26 September 2010
Dilma Rousseff in her 1970 police mugshot, when she led a revolutionary group
REUTERS
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The world's most powerful woman will start coming into her own next weekend. Stocky and forceful at 63, this former leader of the resistance to a Western-backed military dictatorship (which tortured her) is preparing to take her place as President of Brazil.
As head of state, president Dilma Rousseff would outrank Angela Merkel, Germany's Chancellor, and Hillary Clinton, the US Secretary of State: her enormous country of 200 million people is revelling in its new oil wealth. Brazil's growth rate, rivalling China's, is one that Europe and Washington can only envy.
Her widely predicted victory in next Sunday's presidential poll will be greeted with delight by millions. It marks the final demolition of the "national security state", an arrangement that conservative governments in the US and Europe once regarded as their best artifice for limiting democracy and reform. It maintained a rotten status quo that kept a vast majority in poverty in Latin America while favouring their rich friends.
Ms Rousseff, the daughter of a Bulgarian immigrant to Brazil and his schoolteacher wife, has benefited from being, in effect, the prime minister of the immensely popular President Luiz Inacio Lula da Silva, the former union leader. But, with a record of determination and success (which includes appearing to have conquered lymphatic cancer), this wife, mother and grandmother will be her own woman. The polls say she has built up an unassailable lead – of more than 50 per cent compared with less than 30 per cent – over her nearest rival, an uninspiring man of the centre called Jose Serra. Few doubt that she will be installed in the Alvorada presidential palace in Brasilia in January.
Like President Jose Mujica of Uruguay, Brazil's neighbour, Ms Rousseff is unashamed of a past as an urban guerrilla which included battling the generals and spending time in jail as a political prisoner. As a little girl growing up in the provincial city of Belo Horizonte, she says she dreamed successively of becoming a ballerina, a firefighter and a trapeze artist. The nuns at her school took her class to the city's poor area to show them the vast gaps between the middle-class minority and the vast majority of the poor. She remembers that when a young beggar with sad eyes came to her family's door she tore a currency note in half to share with him, not knowing that half a banknote had no value.
Her father, Pedro, died when she was 14, but by then he had introduced her to the novels of Zola and Dostoevski. After that, she and her siblings had to work hard with their mother to make ends meet. By 16 she was in POLOP (Workers' Politics), a group outside the traditional Brazilian Communist Party that sought to bring socialism to those who knew little about it.
The generals seized power in 1964 and decreed a reign of terror to defend what they called "national security". She joined secretive radical groups that saw nothing wrong with taking up arms against an illegitimate military regime. Besides cosseting the rich and crushing trade unions and the underclass, the generals censored the press, forbidding editors from leaving gaps in newspapers to show where news had been suppressed.
Ms Rousseff ended up in the clandestine VAR-Palmares (Palmares Armed Revolutionary Vanguard). In the 1960s and 1970s, members of such organisations seized foreign diplomats for ransom: a US ambassador was swapped for a dozen political prisoners; a German ambassador was exchanged for 40 militants; a Swiss envoy swapped for 70. They also shot foreign torture experts sent to train the generals' death squads. Though she says she never used weapons, she was eventually rounded up and tortured by the secret police in Brazil's equivalent to Abu Ghraib, the Tiradentes prison in Sao Paulo. She was given a 25-month sentence for "subversion" and freed after three years. Today she openly confesses to having "wanted to change the world".
In 1973 she moved to the prosperous southern state of Rio Grande do Sul, where her second husband, Carlos Araujo, a lawyer, was finishing a four-year term as a political prisoner (her first marriage with a young left-winger, Claudio Galeno, had not survived the strains of two people being on the run in different cities). She went back to university, started working for the state government in 1975, and had a daughter, Paula.
In 1986, she was named finance chief of Porto Alegre, the state capital, where her political talents began to blossom. Yet the 1990s were bitter-sweet years for her. In 1993 she was named secretary of energy for the state, and pulled off the coup of vastly increasing power production, ensuring the state was spared the power cuts that plagued the rest of the country.
She had 1,000km of new electric power lines, new dams and thermal power stations built while persuading citizens to switch off the lights whenever they could. Her political star started shining brightly. But in 1994, after 24 years together, she separated from Mr Araujo, though apparently on good terms. At the same time she was torn between academic life and politics, but her attempt to gain a doctorate in social sciences failed in 1998.
In 2000 she threw her lot in with Lula and his Partido dos Trabalhadores, or Workers' Party which set its sights successfully on combining economic growth with an attack on poverty. The two immediately hit it off and she became his first energy minister in 2003. Two years later he made her his chief of staff and has since backed her as his successor. She has been by his side as Brazil has found vast new offshore oil deposits, aiding a leader whom many in the European and US media were denouncing a decade ago as a extreme left-wing wrecker to pull 24 million Brazilians out of poverty. Lula stood by her in April last year as she was diagnosed with lymphatic cancer, a condition that was declared under control a year ago. Recent reports of financial irregularities among her staff do not seem to have damaged her popularity.
Ms Rousseff is likely to invite President Mujica of Uruguay to her inauguration in the New Year. President Evo Morales of Bolivia, President Hugo Chavez of Venezuela and President Fernando Lugo of Paraguay – other successful South American leaders who have, like her, weathered merciless campaigns of denigration in the Western media – are also sure to be there. It will be a celebration of political decency – and feminism.
Female representation: A woman's place... is in the government
In recent years, female political representation has undergone significant growth, with dramatic changes occurring in unexpected corners of the globe. In some countries women are dominating cabinets and even parliamentary chambers. By comparison, the UK falls far behind, with only 22 per cent of seats in the Commons currently held by women.
Bolivia In the Bolivian cabinet, 10 men are now matched by 10 women. In 2009, women won 25 per cent of seats in the lower chamber, and 47 per cent in the upper chamber.
Costa Rica In 2010, women won 39 per cent of seats in the lower chamber.
Argentina In 2009, women won 39 per cent of seats in the lower chamber and 47 per cent in the upper chamber.
Cuba In 2009, women won 41 per cent of seats in the lower chamber.
Rwanda In 2009, women won 56 per cent of seats in the lower chamber and 35 per cent in the upper chamber.
Mozambique In 2009, women won 39 per cent of seats in the lower chamber.
Angola In 2009, women won 38 per cent of seats in the lower chamber.
Switzerland Has a female-dominated cabinet for the first time. In 2007, women won 29 per cent of seats in the lower chamber.
Germany In 2009, the cabinet had six women and 10 men. That year, women won 33 per cent of lower chamber seats.
Spain Nine women compared with eight men in cabinet. In 2008, women won 37 per cent of seats in the lower chamber.
Norway Equal numbers of men and women in the cabinet. Women won 40 per cent of seats in the lower chamber.
Denmark Nine women and 10 men in cabinet. In 2007, women won 23 per cent of seats in the lower chamber.
Netherlands Three women and nine men in cabinet. In 2010, women won 41 per cent of seats in the lower chamber.
Charlotte Sewell

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